.20 de fev de 2015

A Morte se aproxima - Joanice Oliveira



A morte se aproximava.
Meu fraco coração palpitava.
Ela andava a passos lentos.
Meus lábios buscam acalentos.

A morte era pálida.
Meu rosto está cálido.
Sua voz transpirava um mau hálito.

Sua aproximação era sinal de encerrar meu destino.
Era hora de calar meu hino.

Eram meia-noite. Anunciava o sino.

A morte cheirava a tristeza.
Eu perdi minha destreza.

Sem defensas.
Não havia ofensas.

A morte me tocou.
Meu corpo silenciou.

Sua mão exterminou minha dor.
Seu toque levava meu amor.

Não havia voz para mais um clamor.
À ela não podia pedir um favor.

Entre a cruz e o céu.
Avistei em seu dedo um lindo anel.
A morte era um dos quatros cavaleiros.
Era um dos inimigos sorrateiros.

Sem conversas.
Ela não era dessas.

Não havia mais pensamentos.
Ela levou meus sentimentos.

A hora chegou ao fim.
A morte chegou até mim.

Sem esperança.
Não sou mais criança.



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