.17 de fev de 2015

Resenha de Razão e Sensibilidade - Jane Austen

Título Original: Sense and Sensibility 
Título Nacional: Razão e Sensibilidade
Tradução: Roberto Leal Ferreira
Ano de Lançamento: 2010
Número de Páginas: 
232
Categoria: 
Romance

Editora: Martin Claret


Nome do livro:Razão e Sensibilidade
Título Original: Sense and Sensibility
Autor: Jane Austen
Edição:4°ed.
Editora: BestBolso
Número de Páginas: 399




SINOPSE:

Este primeiro romance de Jane Austen foi publicado em 1811 e logo recebeu reconhecimento do público. “Razão e Sensibilidade” é um livro onde as irmãs Elinor e Marianne representam essa dualidade, de maneira alternada, ao longo do livro. Por meio das experiências vividas pelas duas irmãs como: perda, amor e esperança. Austen nos oferece um excelente panorama da vida das mulheres de sua época. As irmãs vivem em uma sociedade completamente rígida e ambas tentam sobreviver a este mundo cheio de regras e injustiças. Tanto a sensível e sensata Elinor, quanto a romântica e impetuosa Marianne se veem fadadas a aceitar um destino infeliz por não possuírem fortuna e conexões, obrigadas a viverem em um mundo dominado pelo dinheiro e pelo interesse. Ao longo da narrativa as duas personagens passam por um processo de aprendizagem, tentando mesclar a razão com os sentimentos em busca de um final feliz.




Razão e Sensibilidade é uma das obras mais consagradas da esplêndida romancista Jane Austen.
Um clássico da Literatura Inglesa que marcou o início da Era Romântica do Reino Unido.
A irreverência na sua escrita dar originalidade em suas obras. Algo que é bem claro em Razão e Sensibilidade.
A família Dashwood composta da Sra.Dashwood, a filha mais velha Elinor, a romântica e impulsiva Marianne e a caçula e imprudente Margareth são figuras principais na trama. Uma trama recheada de altos e baixos na vida dessas mulheres.
Tudo começa com a morte do Senhor Dashwood onde sua fortuna é destinada ao seu filho primogênito com sua primeira esposa e as senhoritas Dashwood ficam com pouco que lhe restou para viverem com sua vida de luxo e o mesmo convívio social de antes.
A situação torna-se insuportável devido as senhoritas Dashwood e sua mãe estarem na mesma coisa com o filho do seu falecido esposo. Esse que é um capacho de sua esposa. A convivência fica pior quando Elinor se apaixona por Edward Ferras, o irmão da esposa do novo proprietário da mansão Dashwood.
A senhora Dashwood fica ofendida pois o amor de sua filha é desprezado pela irmã de Edward, devido serem de família bem afortunada. Devido toda a rejeição da família Ferrars, a senhora Dashwood vai embora com suas três filhas para o Chalé Barton, oferecido por um primo distante.



Mudam-se e as coisas vão melhorando aos poucos, principalmente quando Marianne com seu coração romântico e tomada por uma paixão avassaladora se apaixona por Willybough, jovem que a salvou quando caiu de uma colina e quebrou o pé.
Elinor sofre com a rejeição de seu amor por parte da família Ferrars. Oculta sua dor. Algo peculiar das protagonistas de Jane Austen. Mulheres com personalidades fortes, que tem opiniões próprias. Abominam as regras impostas pela sociedade a qual viviam.
Ao longo do livro os leitores se deliciam com as reviravoltas nas personalidades de vários personagens, através da revelação de suas estórias pessoais.
Razão e Sensibilidade é o equilíbrio que todo ser humano deve ser em suas escolhas. Através de Marianne aprendemos a amar a vida em suas diversas facetas, todavia observamos o que a ingenuidade e a sensibilidade exagerada podem fazer com as pessoas. Com o caráter revelado do amado Willybough, percebemos que somos levados aos julgamentos precipitados, justamente porque só levamos em conta a beleza e riqueza dos outros.
Com as ações de Elinor percebemos que as mulheres se escravizam na sociedade burguesa da época para serem aceitas. Eram limitas em suas palavras e ações. Tudo que tinham que fazer era serem “objetos decorativos”. Nada além disso. Pouco podiam falar. Nada tinham a acrescentar na sociedade. Eram destinadas ao casamento. Tudo além disso era condenável e abominável.
Admiro ferozmente na literatura de Jane Austen sua escolha em tocar nos problemas sociais de sua época. Escrevia sobre o cotidiano e ridicularizava personagens que podiam ser encontrados em qualquer burguesia da época. Sua obra foi atemporal.
Com todas essas singularidades literárias, suas personagens principais, Elinor e Marianne não podiam ter um final temeroso. Para a escritora suas personagens deveriam aprender lições com suas vidas, todavia sempre teriam finais felizes. Ela acreditava que tinham que ter o que ela não conseguiu.
Razão e Sensibilidade é um livro sensacional. Romântico em seus amores e paixões passageiras, mas real em suas situações tão atuais em nossa sociedade do século XXI. Personagens que marcam as diversas posições que as mulheres assumem diante as regras sociais.
Com irreverência, sátira, bom humor e muito romantismo... Razão e Sensibilidade dar continuação ao sucesso já conquistado por Orgulho e Preconceito com uma estória real que ultrapassou gerações e ainda em pleno século XXI conquista fãs e nos ensina que o Dinheiro nunca deve ser mais importante que o Amor e a Família.


Joanice Oliveira

Nenhum comentário:

Postar um comentário

© Poesia que encanta a vida - 2016 | Todos os direitos reservados. | Tecnologia do Blogger