.30 de abr de 2015

Universo Paralelo



Deitada estou na cama. Perdida em mim. Inconsciente do presente. Transportada para um universo paralelo.

Navegando entre os mortais. O pensamento e a reflexão têm o poder de imortalizar os seres humanos.

Estou entre o que Foi e o que Há de acontecer. Uma batalha entre o passado e o futuro.

Quantas vezes acordei com o sorriso da Esperança na minha cama e retornei ao fim do dia com a lágrima de uma criança após uma bronca maternal?

Inúmeras vezes levantei-me com a coragem de Dom Quixote e deitei-me com a tristeza das ninfas vendo as árvores sendo cortadas na Amazônia.

Muitas vezes acordei com a preguiça que Orfeu e deitei-me com a alegria de Apolo.

Deitada estou numa guerra sem fim. Deuses se enfrentam em um campo minado.

Atenas e Áries se desgradeiam em minha mente. A Sabedoria e a Impulsividade travam uma batalha para conquista de território.

O ontem e o amanhã querem um espaço. Necessitam de atenção.
Uma tempestade anuncia sua chegada com uma chuva torrencial e trovões onipotentes.

Sou transportada a realidade. Vejo o lençol branco em cima de mim e desejo a Paz.

Sou refém dentro de mim mesma.

Dominada pelos parasitas que se alimentam dos meus sentimentos e controlam meus pensamentos. Alimentam e fortalecem meus sofrimentos. Prolongam meus tormentos.

Inaudível estou. Sem forças para clamar ao Criador.

Dai-me forças para expulsar esses indesejáveis inquilinos.

Percebo que são parte de mim. O atrito deles são frutos do
 meu ser.

Ambivalência. Ambiguidade. Dualidade. Distopia.

Entre o que fui e o que quero ser, fico com o que Sou Agora.

Sem guerras. Cessa fogo. Não quero pensar no que vai sobrar de mim depois do fim dessa guerra.

Sem derreamento de sangue. Sem corpos estirados no chão. Sem lágrimas.

Apenas vitórias. Lições aprendidas.

O importante é o agora.

Levanto-me da cama e derroto meus inimigos.

A guerra se desfez.


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