.25 de mar de 2016

[Resenha] Vinci - J.C.

Título: Vinci
Autora: Jaqueline Cristina
Editora: Young
Ano: 2016
N°de páginas: 80


Sinopse:
Vinci... Um livro para ler, suspirar, interagir e se encantar. Em cada página uma história para rir, se emocionar, refletir. Seu caderno, sua agenda, seu livro sobre vida, amor, sobre você! Impossível ressistir ao encanto de Vinci
"Superar um obstáculo não é vencer o medo, é aliar-se a ele em busca de coragem!" - J.C





Vinci é aqueles livros que dizem ser direcionados aos pequenos, mas que encantam os adultos e falam diretamente com nossas crianças interiores.

Em cada conto narrado por nossa autora - Jaqueline - somos levados a sua curiosa e divertida infância. Lembre agora daquele tempo de traquinices e coleções de arranhões e tombos e mais o cheiro delicioso da chuva caindo em sua pele enquanto você corria pela rua com seus amigos e não se preocupava com o saldo vermelho de sua conta bancária e nem acordava mau humorado com o alarme do celular.


Jaque nos leva para um mundo cheio de diversão e sinceridade. Capítulos com episódios pessoais da infância da autora que formaram seu caráter e personalidade. Recomendo que após essa leitura que é super rápida, mas deliciosa que assista à animação Divertida Mente que trata sobre a importância das experiência na tenra infância e moldam nossa personalidade e que se refletirão em nossas escolhas.

Ela nos conta que sua mãe permitia que desenhasse a vontade nas paredes de sua casa e que assim descobriu seu talento para os desenhos. Aqui temos algo muito relevante: Quando pais percebem que criatividade necessita de liberdade? E esses pais sabem que seus filhos devem ter liberdade para descobrir o mundo ao seu redor e extravasar suas aptidões sobre uma folha ou parede sem serem repreendidos. Eles querem apenas expressar suas emoções diante as outras pessoas.

"Com o tempo, pude perceber que foi um dos primeiros atos de coragem que pude exercer. Sim, de coragem! Coragem para criar, de ousar. "

Quantas vezes caiu aprendendo a andar de bicicleta? Quantas vezes viu a palavra Game Over na tela do seu nintendo no joguinho do Mario Card, mas depois de um tempo conseguia ganhar de seus amigos e ainda dividir sua vitória com eles acompanhados do lanche da mamãe? Quantas vezes chorou no colo da sua mãe porque não queria fazer algo porque o medo o paralisava? Porém, após um incentivo dos seus pais saia corajoso e dono da coragem e segurança.

"As crianças não têm confiança no que fazem, pois tudo o que fazem é algo novo a ser descoberto."

A autora nos fala da nossa auto aceitação. Nosso erro recai em querer ser "igual", comum como um produto feito em grande escala. No filme Tempos Modernos do grande Chaplin somos alertados que uma era dominada pela industrialização faria da humanidade um grande mercado, na qual as pessoas queriam se "vender", queriam ser consumidas e "amadas". Queremos mudar para agradar os demais. Somos ocultados pela misera moeda da atenção. Rejeitamos nossa autenticidade pela miséria da fama. As crianças sabem aceitar as demais sem humilharem ou excluir o outro só porque é diferente. Se ver alguma criança fazer isso é porque foi ensinada com seus pais para fazer acepção ou simplesmente absorveu por ver atitudes dos pais ou programas que assistem. 

"Deus cuida de você através de bênçãos, mesmo que você não perceba, não agradeça ou não peça... Ele não se esquece de você. "
Em nossa infância temos nosso primeiro contato com o Criador desse universo infinito e cheio de mistérios. Não importa a religião, mas é na infância que entendemos que "alguém" arquitetou tudo ao nosso redor. É na infância que conhecemos que precisamos de espiritualidade e proteção divina. 

Já percebeu quantas vezes foi salvo por uma "força invisível" que impediu que algo muito ruim acontecesse? Sentiu alguma vez que uma "mão" parecia tocar em você para escolher ou não por algo ou alguém em sua vida? Nossa autora, conta muitas das vezes que a intercessão da mão divina recaiu sobre sua vida e ela se sentiu amada e cuidada pelo Criador.

"Ser transparente como uma criança é tão valioso quanto um anel de ouro."

Finalizando sua obra doce e cheia de lembranças com cheiro de bolinho de chuva da Tia Natáscia dizendo que as crianças sabem a importância de ser verdadeiro consigo mesmo. Os pequenos dão uma lição valiosa nos adultos. Não fazem o que não gostam; não usam qualquer roupa ou sapato se não for de seu agrado. Sabe por que? Porque são verdadeiros e sinceros. Crianças demonstram quando estão tristes, magoados, cansados ou quando não gostam de alguém. Ser transparente para eles é normal e porque para os adultos isso é visto como falta de "Bons modos" ou Sinceridade ao extremo?


Para os adultos a sociedade é regrada por uma teia de mentiras e máscaras que equilibram a "paz" social e isso deve ser mantido a todo custo e para mim isso é fardado ao sofrimento e fracasso diário. Quantas pessoas são maravilhosamente talentosas e são rejeitadas pela sociedade porque são sinceras? Já pensou que a maioria dos artistas imortais e idolatrados por gerações morreram cedo porque foram renegados pelas pessoas só por serem verdadeiros? Quando eu era pequena odiava pintar e desenhar( Sorry, Jaque), porque eu amava escrever e ler, porém a professora achava que eu era teimosa e indisciplinada. Graças ao Criador que uma psicologa disse a diretoria que eu era hiperativa e tinha uma personalidade decidida e irrevogável e isso dificilmente mudaria com os anos.

"Um dia de chuva é tão produtivo quanto um dia de sol, você só precisa usar galochas".


Dito e feito! Sou uma jovem adulta que pouco se importa com as opiniões alheias e aprendi a fazer diversas coisas das quais muitas pessoas disseram que eu não era capaz e que não era talentosa para isso, Sou o reflexo da imposição de minhas escolhas e ideias. Nunca me distanciei do que realmente sou. Sempre conservei minha criança viva e constantemente em trabalho, porque como diz as Escrituras Sagradas:" Para que façam parte do Reino dos Céus, vocês devem ser como crianças." (Tradução Livre).

Vinci é um livro emocionalmente cativante e que fez sua pobre resenhista chorar com lembranças doces e algumas dolorosas da minha infância, mas que foram essenciais para o que sou hoje. Um enredo doce e serenamente verdadeiro e esplêndido.



6 comentários:

  1. Confesso que compraria esse livro pela beleza da capa!kkkkkkk Mas, falando sério, vivemos hoje em uma sociedade na qual é muito difícil que os pais compreendam a verdadeira importância da infância na vida de seus filhos, relegando a responsabilidade de guiá-los e incentivá-los à escola, algo que é horrível porque se a criança não tem incentivos em casa, como poderá expressar-se livremente nesse ambiente com as pessoas que ali vivem? Fiquei muito interessada por esse livro que sua resenha me fez conhecer. Parabéns!

    Leitora Compulsiva
    http://olhoscastanhostambemtemoseufascinio.blogspot.com.br/

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  2. Oi, já vi esse livro em outro blog e confesso que acho essa capa linda demais *.*
    Eu amo contos e por ser um livro recheado deles e que remete a nossa infancia e nos faz refletir o nosso eu adulto, acho que é uma ótima pedida de leitura, pois não parece ser um livro infantil, mas mais direcionado aos adultos, para fazê-los pensar na vida e nas decisões que tomam. Dica anotada. Com certeza lerei.
    bjus
    http://recantoliterarioeversos.blogspot.com.br/

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  3. Oiee

    Eu já fiquei encantada logo pela capa!!
    Depois lendo sua resenha, viajei. Voltei a infância, o cheirinho de bolinho de chuva rs.
    Que delícia!!! muito fofo esse livro.
    Quero ler!!!!

    bjs
    Fernanda
    http://pacoteliterario.blogspot.com.br/

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  4. Já estava afim de adquirir esse livro devido aquela ação que a editora fez pra divulgar e o livro já me chamou certa atenção. Agora depois de sua resenha tô surtando porque eu preciso lê-lo o quanto antes.

    Frases, Trechos e Pensamentos

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  5. Segundo livro de conto que vi hoje mas esse tem A CAPA!!! Que lindo!!! Adorei e gostei muito da sua resenha

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