.23 de jun de 2016

Malditos Humanos - Joanice Oliveira


A aurora da vida começa com o Nascer.
Elevar-se com o crescimento diário e contínuo...um ciclo sem fim...sem fim próximo.
Próximo?

A vida até então parece sem uma data para seu encerramento, assim como uma peça que encanta seu telespectador...parece uma encenação incorporada ao nosso ser...parte vital ao corpo...sangue...veia...carne...músculo...coração.

Crescemos sem avistar uma significância ao nosso existir. 
Nunca se saber o que pode vir.
Começa a busca do Sentido.
Plenitude.
Amplitude.
Altitude.

Andamos como andarilhos perdidos. Escutamos diversas vozes...cacofonia.
Perdição.
Pura e simples maldição.
Levados pela doce voz mortal das sereias.

Medusa se encontra à nossa espera.
Petrificar.
Eternizar.
Imortalizar nossa cegueira habitual.

Transcendental.
Espiritual.
Ancestral.

Caminho sem volta...sem retorno.
Destruídos e humilhados.
Malditos, porque ouviram sua voz interna?
Não sabeis que que o caos os chamam?
Malditos, não dai atenção à sua aniquilação.

Vulgares e despedaçados.
Maltrapilhos.
Mendigos de Leis e Orientações.
Maldições.
Abominações.

Não sabeis que vós devem escolher suas próprias sinas?
Não sabeis que vós são o Começo e o Fim de suas ruínas?
Não sabeis que vós são o Empecilho e a Solução de suas vidas?
Malditos!

Os deuses brincam com suas entranhas e os condenam ao fogo do Tártaro, onde há sofrimentos e condenação e mesmo assim agem como ovelhas sendo orientadas para o abatedouro.

Cegos!
Não sabeis que o coração do homem é seu castigo pela desobediência com seu Criador?
Malditos, ouçam o que vos falo!
Não virem seus rostos de minha presença.
Sou sua Salvação!

Crianças tolas!
Corram para seus deuses e condenem-se ao Esquecimento de suas obras.
Malditos!
Escutem seu Tutor!

Não sabeis que sou Aquele que vos ama?
Não sabeis que sou a Sabedoria?

O significado de sua existência precede os conhecimentos vãos dos humanos.
Não sou Metafísica.
Não sou Nilismo.
Não sou Tolo.
Sou o guia errante de suas vidas.

Tolos!
Perdidos.
Malditos!

Não quero chorar sua forma finita.
Não quero vê-los sofrer.
Não quero perdê-los.
Não me esqueceis.

Malditos!
Por que não me queres?

Filhos da Vaidade e Falsidade,
Vós estão condenados a fúria de seus deuses.
Mortos como àqueles que zombaram da Arca da Aliança.

Sem glória.
Nus.
Sem propósito.
Sem títulos.
Invisíveis.

Morrerão como nasceram.
Sem sentido para sua existência.



Um comentário:

  1. Adorei sua poesia s2
    Amo textos autorais, já estou seguindo o blog :)
    O título é perfeito

    Super Beijo,
    Juliana.
    http://www.fabulonica.com/

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