.28 de nov de 2016

[Resenha] A Marca de Atena - Os Heróis do Olimpo #3

Título: A Marca de Atena #3 Os Heróis do Olimpo
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Ano: 2013 
N° de Páginas: 480
Sinopse:
Annabeth está apavorada. Justo quando ela está prestes a reencontrar Percy, o Acampamento Júpiter parece estar se preparando para o combate. A bordo do Argo II com os amigos Jason, Piper e Leo, ela não pode culpar os semideuses romanos por pensarem que o navio é uma arma de guerra grega: afinal, com um dragão de bronze fumegante como figura de proa, a fantástica criação de Leo não parece mesmo nada amigável. Annabeth só pode torcer para que os romanos vejam seu pretor Jason na embarcação, e compreendam que os visitantes do Acampamento Meio-Sangue estão ali em missão de paz.
Os problemas de Annabeth não param por aí, ela carrega no bolso um presente da mãe, que veio acompanhado de uma ordem intimidadora: Siga a Marca de Atena. Vingue-me. A guerreira já carrega nas costas o peso da profecia que mandará sete semideuses em busca das Portas da Morte. O que mais Atena poderia querer dela?
A Marca de Atena foi a leitura mais arrastada dos Heróis do Olimpo. Com um enredo com aventuras e lutas fortes e decisivas, o erro recaí sob a escolha dos narradores desse volume.

Nesse terceiro volume dos Heróis do Olimpo temos a junção de Piper, Jason, Leo – que vieram do lado grego – com Percy, Hazel e Frank – que vieram do lado romano – para irem rumo a Roma...a verdadeira Roma e tentarem sabotar o ressurgimento da Mãe Terra – Gaia – antes de ser tarde demais.

“ Afinal, era justamente isso que significava ser um semideus: não pertencer exatamente nem ao mundo dos mortais nem ao Olimpo, e ainda tentar aceitar os lados da natureza. ”

Annabeth tem uma missão especial dada por sua mãe Atena – que também sofre com a esquizofrenia dos deuses (briga entre o lado romano e grego deles) e que pede a filha que busque um objeto especial para ela e seus filhos: a Atenas Parteneos que é uma estátua feita há muitos séculos atrás e que foi roubada e que deu início a briga entre romanos e gregos. Porém, nenhum filho da deusa NUNCA conseguiu essa proeza, mas a jovem decide que fará tudo para cumprir essa missão mesmo que tenha que morrer para isso.

Eles passam por muitos perigos como serem perseguidos pelo Acampamento Júpiter, porque Leo – possuído por um espírito da terra – disparou contra o lugar e assim deu partida a uma briga entre os acampamentos e Octavian – cara chato demais – é o líder dessa caçada e que quer provar que Reyna é muito piedosa com seus inimigos e assim garantir tomar o lugar da jovem na pretoria do acampamento romano.

“ Não se perdoar pelos seus erros era um dos maiores talentos de Percy. ”

Depois de muitas lutas, uma visita à cidade de Atlanta protegida por centauros marítimos e que quase matam Hazel, Percy e Leo, eles chegam finalmente a Roma e aqui surge um momento delicado de nossos heróis: Annabeth já falara que sua missão devia ser solitária sem ajuda de ninguém, isso inclui SEM PERCY NA SUA COLA e os demais iriam atrás dos capangas de Gaia e impedir o avanço da “Terra” contra os olimpianos. Claro, que o Cabeça de Alga tenta argumentar que deve ir para ajudá-la e bláblá, entretanto a filha de Atena é categórica que a missão é somente dela e segue seu rumo.

Para quem não sabe o maior medo dos filhos de Atena são aranhas, porque Atena transformou uma moça na primeira aranha do mundo – Aracnes – porque a mesma dizia ser melhor que a deusa fazendo tapeçaria e vocês sabem que chamar um deus para o play é o mesmo que pedir para morrer. Então é Aracnes que guarda a estátua da deusa e claramente MATOU todos os semideuses que tentaram cumprir essa missão e não será diferente com Annabeth. Será que nossa heroína escapará das patas de Aracnes? Será que ela tem algo diferente que possa ajudá-la a vencer a maior inimiga de sua família?



Enquanto isso nossos outros heróis estão em apuros nas mãos de dois gigantes gêmeos que são os Anti-Dionísio e que têm a missão de matar os semideuses enviados ao seu covil. Percy e Jason contam com a ajuda do Sr.D/Baco para destruir seus arqui-inimigos, mas o Sr.D disse que somente ajudaria se eles mostrassem que mereciam sua ajuda honrosa e mimimi...sei que Percy, Jason e Piper ficam completamente cercados pelas armadilhas dos gigantes e à beira de visitarem o Mundo Inferior.
Será que conseguirão derrotar os gigantes? Será que Baco/Dionísio vai se apiedar de nossos heróis?
Ah Hazel, Leo e Frank também caíram numa armadilha de Gaia e estão em apuros presos num “quarto do pânico” assistindo Annabeth ser derrotada por Aracnes e apenas contam com a inteligência de Leo e suas invenções malucas como bom filho de Hefesto.

Esse livro só me conquistou nas últimas 150 páginas, porque fiquei cansada com a narração de Annabeth que assim como seu amado Percy só pensam um no outro e seus pensamentos se resumem em saírem vivos dali e viverem “felizes para sempre” e só quando eles se separam para enfrentar suas missões é que engatei a leitura. Eu comecei a ler A Casa de Hades porque não aguentava mais esse livro e me obriguei a terminar a leitura para não ficar perdida no outro livro.

O maior destaque desse livro vai para Leo, porque o menino além de divertido é muito inteligente para se “safar” de momentos complicados e aparentemente impossíveis de ter solução e além de parecer mais responsável e menos “fala besteira” do que nos livros anteriores.

Jason e Piper continuam uma negação nesse livro e apenas ganham mais notoriedade em A Casa de Hades quando mostram maior segurança de si e aprendem que tem que manter a calma e os instintos ligados 24hs por dia e não ficar reclamando dos deuses, titãs e quem mais aparecer para tirá-los de suas vidas “normais de adolescentes”.

“ Annabeth conhecia aquela expressão. Ela a via todas as vezes que se olhava no espelho. ”

Annabeth aqui caiu no meu conceito. Já não gostava dela desde Os Olimpianos e isso piorou com a extrema fragilidade da personagem. Rick fez um jogo perigoso com alguns personagens. Nos Olimpianos, tínhamos um Percy e Annabeth mais maduros e seguros sendo mais novos e aqui mais dependentes um do outro e beeeem “trouxas”. Desculpem pela sinceridade, porém mesmo que eles namorem não quer dizer que isso vai deixá-los fracos. Como fala o Presidente Snow em THG “As pessoas que amamos são nossos pontos fracos. ”, mas assim como a avó de Frank concordo que o dever está acima de qualquer coisa. Quando um soldado vai para a guerra, ele sabe que pode morrer, mas morrerá defendo uma causa e NADA pode abalá-lo ali e ninguém é mais importante que sua missão. A própria Annabeth fala isso para o Percy que salvar o mundo é mais importante que ficarem juntos e com o mundo destruído.

Vou me alongar aqui num ponto: Em Supernatural – série de tv – Sam e Dean descobrem que eles não SÃO mais IMPORTANTES que a ORDEM DO MUNDO. Eles percebem que cada vez que tentam ressuscitar um ao outro ou impedir de morrerem, eles quebram a fluidez dos acontecimentos e isso gera consequências graves que é o mesmo que vemos em Flash quando Barry volta no tempo e salva sua mãe, ele simplesmente quebra a Linha do Tempo e quando colocamos alguém sendo mais importante que um objetivo estamos consequentemente enfraquecendo o resultado e possibilitando algo melhor para todos e o Rick mostra isso quando Annabeth segue sua missão mesmo sabendo que pode morrer, mas isso demora muito e causa uma repetição desnecessária no livro e desamadurecimento – palavra inventada por mim - da personagem.

No demais o livro é cheio de aventuras, lutas dignas dos clássicos da Mitologia Grega e Romana com uma pintada de drama e um certo exagero de romance.

A Marca de Atena termina com um final trágico e que pode causar um certo desconforto e tristeza nos leitores e uma ansiedade insana pelo melhor livro – ao meu ver – da série A Casa de Hades.


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