.30 de mai de 2017

[Resenha] Victoria e o Patife - Meg Cabot

Resenha do livro Victoria e o Patife – Meg Cabot
Título: Victoria e o Patife
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera
Ano: 2017
N° de Páginas: 254


Sinopse:
Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?
“[...] você vai conhecer um homem cuja vontade não poderá ser moldada para se adequar a seus interesses. E, quando isso acontecer, você vai se apaixonar por ele.”

Victoria e o Patife é um romance de época juvenil que encanta com os personagens divertidos, ousados e sem papas nas línguas.

Lady Victoria Arbuthont é uma jovem inglesa que após a morte de seus pais fora morar com seus três tios na Índia e agora com dezesseis anos retorna à Terra da Rainha para encontrar um marido e integrar a tão almejada sociedade londrina. Só que Vicky não está gostando nada do comportamento polido e cheio de contratos sociais dos ingleses que difere completamente do comportamento espontâneo e caloroso dos indianos.



Sua viagem no Harmonia é tranquila e seus tios estão certos que ela encontrará um bom partido e terá um casamento feliz. Só o que eles não imaginavam que a sobrinha deles seria pedida em casamento antes mesmo de colocar seus pezinhos em solo inglês. O famoso nono conde de Malfrey, Hugo Rotschilg conquista a admiração e vaidade de nossa jovem “Madre Teresa de Calcutá” – porque sempre que ajudar as pessoas mesmo quando está sendo intrometida – e sob um luar maravilhoso pede a mão de Victoria e a jovem tomada pelos romances de sua mente juvenil aceita esse pedido antes de consultar seus tios maternos. Ela faz aquilo porque Hugo é lindo, viajado, inteligente e conde. Um sonho para toda mulher, mas o capitão Jacob Carstairs acha que Vicky fez sua pior escolha ao aceitar se unir ao patife do conde Malfrey.

Vicky sempre fez tudo o que quis e é dona de uma fortuna que atrai homens aos montes e sente-se lesada e principalmente, desafiada quando o capitão Jacob se atreve a dizer que seu casamento com o conde é um erro sem tamanho. Ela tem certeza que ele é arrogante, prepotente que desfila com aquele sorriso maravilhoso e atrevido estampado no rosto só para afrontá-la e mostrar que nele, ela nunca mandará ou dará conselhos.


Quando desce do Harmonia, Vicky descobre que Jacob é dono de uma frota de navios e reconstruiu todo o negócio de seu pai quando o mesmo faleceu e é o crush da sua prima mais velha, Rebecca. A jovem decide então sabe por que o capitão odeia tanto seu noivo e principalmente, porque ele é tão descortês e insensível com ela e parece se divertir com a raiva estampada no rosto de Victoria.

O que Vicky descobriria mudaria para sempre seu ser e principalmente seus planos...

“Uma coisa era destruir permanentemente a própria vida. Outra bem diferente era destruir a vida de pessoas que ela passara a amar.”

Victoria é uma jovem que vai irritar todos que leem esse livro, porque ela é muito prepotente, insensível em suas abordagens e extremamente fútil em algumas coisas que faz. Só gostei dela perto do final do livro quando Becky – Rebecca – e Jacob falam de Vicky e sua personalidade. Ela gosta de ajudar e ser solicita, porém é beeeem inconveniente em muitos momentos e isso vai deixando seu discurso vago. Ela pode ser rica e tudo mais, todavia as pessoas só gostam de receber críticas ou ser ajudadas quando as mesmas pedem por isso. Ela só fica mais tolerável quando percebe o que realmente está acontecendo em seu coração cego e trouxa.

Hugo ou conde Malfrey é um homem que engana pela aparência bonita e polida. Ele é um daqueles personagens metidos, prepotentes e preconceituoso que quer conseguir tudo o que almeja sem trabalho e justificando os fins pelos meios.

“Eles estão acima de ganhar a vida trabalhando de verdade. Preferem viver como parasitas, se alimentando dos ganhos alheios.”

Jacob Carstairs... O que falar desse homem que virou meu crush! Ele é ousado, determinado, maravilhoso e sem aquele romantismo que me irrita. Desculpe-me os românticos, mas sou prática e não suporto versos e mais versos e juras de amor que só agradam ao ego. O capitão Carstairs é prático em tudo em sua vida e na vida amorosa não seria diferente. Ele irrita Vicky, justamente por não está mimando e a bajulando sempre. Ele não precisa da ajuda dela. Ele é independente e constantemente “jogar na cara” dela para procurar cuidar da própria vida e isso torna todos os diálogos de ambos engraçados.

Becky é quase uma cópia da Marianne de Razão e Sensibilidade, porque é ultrarromântica e suspira com qualquer versinho ou cortejo que ganha. É bonita, sagaz e confiante, mas muito suscetível a alterações de humor, devido a essa personalidade sensível e intensa sem freios. É um amor com Vicky e a ajuda muito no seu amadurecimento.

Meg trabalha alguns pontos bem interessantes no enredo, como, o papel da mulher na sociedade da época e “alfinetadas” em algumas ideias que ainda permeiam nosso cotidiano, como, por exemplo, a fala da mulher ainda é irrelevante em muitos contextos sociais, políticos, econômicos e culturais e que limitam significativamente a autonomia de decisões do gênero feminino, a delicadeza exacerbada que as pessoas acham que a ala feminina tem, a limitação das carreiras para as mulheres e diversos outros apontamentos que são claros nos diálogos de Vicky, Becky e Jacob que deixam essa obra com uma crítica social relevante.

“Ninguém jamais a fitara com olhos que pareciam diretamente dentro de seu coração [..]”

O enredo é bem desenvolvido e esse foi o fator que mais fez essa leitura ser deliciosa. A linearidade que a autora coloca na história é muito bem colocada e os desfechos de alguns mistérios também se enquadram perfeitamente com o contexto e claro, a sagacidade dos personagens aliado aos diálogos inteligentes e divertidos tornam a obra única e cativante.


A capa do livro mostra que o livro é voltado mais para o público juvenil, já que não tem nenhuma parte mais quente na história e isso me deixou bem contente, pois estava saindo de umas leituras bem pesadas e queria algo mais leve. A fonte das letras é agradável e a narração é em terceira pessoa.

Victoria e o Patife é uma obra que cativa pelo enredo inteligente aliado à personagens sagazes e divertidos e uma pitada de crítica social.




13 comentários:

  1. hey, primeiro gostaria de dizer que adorei tua resenha
    eu ja tinha ouvido falar do livro, mas n dei mt bola kkk so que tinha realmente achado a capa bonita
    depois que eu li o seu post fiquei intrigada, nao que eu leia mts romances de epoca (coisa que eu quero mudar, pq eu smp me interesso pela historias deles)
    e nao foi diferente com esse livro, pq eu adorei a premissa
    e diferente de vc eu gosto daqueles romances romanticos dms kkkk, mas ir para esse que n eh mt talvez me faça bem
    ja anotei ele aqui na minha listinha!

    perolasdelivros.blogspot.com

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  2. olá!
    Antes de falar de sua resenha, eu amo essa autora, leria até a lista de compras. Passado o surto, vamos a resenha. Ela é perfeita, adorei como nos mostrou a história, ainda não li esse livro, mas quero muito te-lo em minhas lindas mãos. Obrigada pela dica.

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  3. Adoro a escrita da Meg desde que li a série a Mediadora, e estava louca para ler uma resenha desse novo livro dela. Amei o enredo e já gostei logo de cara do Jacob haha. Acho que a autora gosta mesmo de tonar as personagens principais um pouco irritantes em alguns momentos das suas narrativas haha, mas pelo visto, isso não atrapalha o enredo. A capa está linda e achei que combinou bastante com a história. Sua resenha está ótima e espero ler esse livro um dia. Bjss

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  4. Oi, tudo bem?
    Caramba não sabia que existia romance de época juvenil!! Já estou add na minha lista primeiro pq é Meg Cabot e segundo porque amor diálogos inteligentes e divertidos!! Essa capa ficou uma gracinha!!!
    Bjs!
    Fadas Literárias

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  5. Eu li alguns dos romances históricos adultos da Meg e estava bem curiosa a respeito deste livro. Obrigada por me ajudar a ter mais informações sobre ele. Gostei de saber que é uma leitura leve, boa para relaxar e que tem um personagem tudibão! Abraços!

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  6. Adoro os livros da Meg, sempre tem um enredo que te prende e uma boa dose de risos.
    Ainda não li esse mas já está na lista!

    Bjos

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  7. Olá!

    Da Meg li os dois primeiros Rainha da Fofoca e até que gostei, por mais que não seja meu estilo de leitura favorito, porém, essa leitura parece ser boa para ler após livros mais pesados, mais densos.

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  8. Olá, tudo bem? Adoro a Meg como autora de juvenil com O Diário de Uma Princesa e A Mediadora, mas tenho minhas dúvidas quanto romance de época. Já li dois dela nesse gênero e nenhum chegou a ser espetacular, por isso quando a Recordo anunciou fiquei com pé atrás. Enfim, vou esperar ver mais resenhas para tirar minha conclusão final. Adorei!
    Beijos,
    diariasleituras.blogspot.com.br

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  9. Heiii, tudo bem?
    Amo os livros da Meg Cabot, acho a escrita dela bem gostosa de ler e esse livro eu to de olho nele desde o lançamento dele.
    Gostei de saber que ele é mais voltado pra o publico jovem, to meio cansada de sexo nos livros e vai ser bom acompanhar o desenrolar desse casal.
    Adorei a capa, uma das mais lindas da Meg pela Galera Record.
    Beijos.

    Livros e SushiFacebookInstagramTwitter

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  10. Olá, tudo bem? Estou ansiosa pela leitura da obra desde o seu lançamento. Minha experiência com a Meg Cabot se resume a série "As aventuras de Heather Wells", que particularmente sou extremamente apaixonada. Mesmo esse sendo voltando para o público juvenil, acredito que irei gostar. Sua resenha me deixou ainda mais curiosa. Obrigada pela dica. Beijos!

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  11. Olá Joanice, sou apaixonada pela Meg Cabot, me apaixonei pela leitura graças a ela. O primeiro livro que li foi O diário de uma princesa e foi ai que começou esse meu amor pelos livros.

    Adorei a sua resenha e o livro parece ser sensacional e pela sua resenha deve ter várias doses de risos o que na maioria das vzs deixa o livro leve e te prende o inicio ao fim.

    Uma outra coisa que chamou bastante a minha atenção foi o fato de uma mocinha não ter uma personalidade perfeita. E ter seus defeitos tbm!

    Obs.: Amei a capa.

    Bjus

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  12. Oiee Jo, tudo bom?? Amei a resenha!! Eu já li um romance de época da Meg como Patricia Cabot e adorei a escrita dela. Achei a proposta de Victoria e o Patife super legal, e parece ser uma leitura muuito divertida, então já quero ler :D

    Beijos!!

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  13. Gente, que graça! Gostei dessa coisa de livro de época voltado para os jovens. Tantos têm preconceito com o estilo de história que essa pode ser uma ideia excelente para quebrar esse "gelo". Parece ser uma obra deliciosa de ler e a capa é atrativa para o público que almeja.

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